Um dia desses, num dos meus devaneios de todos os dias fiquei pensando... Como diabos as pessoas entram no nosso caminho? Eu não acredito em coincidências, sou uma criatura que crê nos sinais - tão crente que pareço neurótica - então, pra mim, as pessoas, os lugares e os acontecimentos são dispostos aleatoriamente, como num certo tipo de tabuleiro onde o jogador ninguém sabe quem é (às vezes é a gente, às vezes a vez é de alguém que a gente não sabe direito quem pode ser)... Um aleatório premeditado. Acidentalmente de propósito.
Acidentalmente de propósito, teus pais te põem em um colégio onde você encontra as tuas raízes. Acidentalmente de propósito, você descobre que existem pessoas que, sim, gostam das mesmas coisas que você, ouvem as mesmas músicas, lêem os mesmos livros. Ou não, às vezes as pessoas mais diferentes possíveis podem ser uma surpresa agradável, uma brisa de novidade.
Pensando nisso fui comendo nozes com Inês, uma amiga da família, e fiz uma relação meio estranha: As pessoas são como nozes - Você as conhece com aquela casca grossa, difícil de penetrar, de conhecer. Aos poucos, você vai quebrando essas camadas. Aos poucos, você vai conhecendo o interior delas. E o interior pode ser podre ou maduro, isso... Isso, meus amigos, vai ser sempre uma surpresa.
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sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Insônia cabalística
Para ler ao som de
Hoje de madrugada me deparei com algo engraçado: às 5h da manhã de uma quinta-feira (quase cabalístico, isso), me acordei com o grito ensandecido de um vizinho meu dizendo: DESLIGA O SOM, PORRA!! Ri, porque nessas horas é melhor rir do que chorar (é melhor ser do contra e achar tudo isso muito engraçado do que me juntar à marcha dos assalariados irritados) e, também, porque todo momento de descontrole alheio me faz achar uma graça estranha na vida.
E foi aí que eu me dei conta de algo muito incomum (será?): Meu sono se perturba com gritos, não com música - mesmo que essa seja Querência Amada, uma das músicas gauchescas mais clichês que eu já ouvi, com exceção, talvez, do próprio hino do estado. Um tempo depois, o ouvinte tradicionalista resolveu desafiar a paciência do condômino estressado. Nenhum pio dele. O ouvinte deu uns gritos, mas nada sequer parecido com o ranzinza bonfinense ( expressão horrível utilizada num jornal do bairro) - eram gritos loucos de felicidade. No final de tudo isso, concluí uma coisa: não acordo com o som do vivente da querência porque meu sono só se abala com stress.
OBS.: Mas eu não consigo evitar a pergunta... Por que diabos alguém acorda às 5h pra ouvir Querência Amada? Isso me fez perder completamente o sono.
Hoje de madrugada me deparei com algo engraçado: às 5h da manhã de uma quinta-feira (quase cabalístico, isso), me acordei com o grito ensandecido de um vizinho meu dizendo: DESLIGA O SOM, PORRA!! Ri, porque nessas horas é melhor rir do que chorar (é melhor ser do contra e achar tudo isso muito engraçado do que me juntar à marcha dos assalariados irritados) e, também, porque todo momento de descontrole alheio me faz achar uma graça estranha na vida.
E foi aí que eu me dei conta de algo muito incomum (será?): Meu sono se perturba com gritos, não com música - mesmo que essa seja Querência Amada, uma das músicas gauchescas mais clichês que eu já ouvi, com exceção, talvez, do próprio hino do estado. Um tempo depois, o ouvinte tradicionalista resolveu desafiar a paciência do condômino estressado. Nenhum pio dele. O ouvinte deu uns gritos, mas nada sequer parecido com o ranzinza bonfinense ( expressão horrível utilizada num jornal do bairro) - eram gritos loucos de felicidade. No final de tudo isso, concluí uma coisa: não acordo com o som do vivente da querência porque meu sono só se abala com stress.
OBS.: Mas eu não consigo evitar a pergunta... Por que diabos alguém acorda às 5h pra ouvir Querência Amada? Isso me fez perder completamente o sono.
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